TI INSIDE | 12/05/2025 | Felipe Pozebon | Neo Mondo Read more »
Nos dias 10 e 11 de março, os sócios do Simões Pires, Roberta Aronne, head dos núcleos de energia e construção, e Felipe Pozebon, head da área de inovação e fomento, participaram da Conferência Internacional da Cadeia de Valor de Minerais Estratégicos para a Transição Energética e Descarbonização, promovida pelo BNDES e pela Finep, na sede do BNDES no Rio de Janeiro.
O evento reuniu executivos das principais empresas do setor, além de autoridades e diretores das agências de fomento, como Celso Pansera, presidente da Finep; Raul Jungmann, presidente do IBRAM; José Luis Gordon, diretor do BNDES; Márcio Stefanni, diretor da Finep; Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC; e Thiago Barral, secretário nacional de Transição Energética e Planejamento do MME.
Durante o evento, o BNDES e a Finep lançaram um programa de R$ 5 bilhões voltado para o fortalecimento da cadeia de minerais estratégicos, a qual é essencial para viabilizar a transição energética e a descarbonização de diversos setores produtivos. O programa apoia desde a exploração mineral até o desenvolvimento industrial e tecnológico.
De acordo com os dados apresentados, o Brasil possui hoje reservas extensas para todos os minerais essenciais. Veja abaixo tabela com os dados apurados:

Brazilian Production and Reserves of Strategic Minerals for the energy transition
A transição energética é mandatória e já é realidade no Brasil e no mundo, o que exige um novo olhar sobre a cadeia produtiva dos minerais críticos, fundamentais para tecnologias como baterias, veículos elétricos e energias renováveis. Neste contexto, a atuação do Estado brasileiro como indutor de investimentos e inovação é essencial.
Entretanto, é fundamental que a expansão da exploração minerária ocorra de forma ambientalmente responsável. A mineração precisa acompanhar técnicas modernas e sustentáveis, garantindo a segurança socioambiental e prevenindo tragédias como as que marcaram o passado recente. O desafio está em desburocratizar processos de licenciamento, sem abrir mão da segurança necessária para evitar desastres ambientais, assegurando um desenvolvimento equilibrado e alinhado às melhores práticas globais.
Mais do que uma ação de governo, o incentivo à exploração dos minerais e seu uso em processos produtivos dentro do próprio Brasil precisa ser uma política de Estado, garantindo segurança, previsibilidade e continuidade para que empresas e pesquisadores possam planejar investimentos de longo prazo. Somente assim o Brasil poderá se consolidar como um player global estratégico na nova economia verde, e deixar de ser um exportador de commodities para se tornar um exportador de bens acabados “verdes”.
O Simões Pires segue acompanhando de perto essas iniciativas e contribuindo para que empresas acessem os melhores mecanismos de fomento à inovação, com segurança jurídica e confiança. O desafio é grande, mas as oportunidades são imensas!
Por Felipe Pozebon | Líder de Inovação e Fomento e Elisa Cencin | Coordenadora de Inovação e Fomento no Simões Pires.
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João Casalatina | Líder de Comércio Exterior no Simões Pires
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Nicolas Schettini | Diretor da área de Legal Finance do Simões Pires
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LexLegal | Luciano Teixeira – São Paulo | 13/01/2025 | Amanda Pegoraro
A importância do fomento à inovação é amplamente reconhecida como uma peça fundamental para o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável das sociedades.
Sob a ótica estratégica, a inovação desempenha um papel crucial na garantia da competitividade das organizações e dos países no mercado globalizado e altamente dinâmico. A inovação impulsiona a criação de novos mercados e oportunidades. Ao desenvolver produtos e serviços inovadores, as empresas podem atingir segmentos de mercado ainda não explorados e satisfazer as necessidades latentes dos consumidores.
Outro ponto relevante é a relação entre a inovação e a sustentabilidade, incluindo a responsabilidade ambiental, social e de governança. Através da inovação, é possível desenvolver tecnologias limpas, processos produtivos mais eficientes e produtos com menor pegada ecológica.
No âmbito da governança, o fomento à inovação requer a criação de um ambiente propício, que estimule a colaboração e a experimentação. Políticas públicas e incentivos fiscais são essenciais para encorajar as empresas a investirem em pesquisa e desenvolvimento, bem como para proteger os direitos de propriedade intelectual e incentivar a transferência de tecnologia.
No Brasil, existem diversos instrumentos voltados para a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Esses instrumentos são implementados por diferentes órgãos e entidades governamentais, com o objetivo de fomentar a inovação e fortalecer a capacidade científica e tecnológica do país. A seguir, menciono alguns dos principais instrumentos utilizados no Brasil:
I. Fundos setoriais: São fundos públicos específicos para determinados setores, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL). Esses fundos são fontes de recursos para financiar projetos de PD&I em áreas estratégicas para o país.
II. Programas de subvenção econômica: São programas que oferecem recursos financeiros não reembolsáveis para empresas que desenvolvem projetos de inovação. Um exemplo é o Programa de Subvenção Econômica à Inovação, promovido pela FINEP, que tem o objetivo de estimular a inovação em empresas brasileiras.
III. Programas de fomento à pesquisa: O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) são órgãos responsáveis por programas de fomento à pesquisa científica e formação de recursos humanos qualificados. Eles oferecem bolsas de estudo e apoio financeiro para pesquisadores e estudantes de pós-graduação.
IV. Parcerias público-privadas: O governo estimula parcerias entre instituições de pesquisa e empresas privadas por meio de programas como o Programa Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII). Essas parcerias visam o desenvolvimento conjunto de projetos de PD&I, com compartilhamento de recursos e conhecimentos.
V. Financiamento e incentivos fiscais: O Governo Federal, por meio de agências como a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), oferece linhas de financiamento para projetos de PD&I. Além disso, existem incentivos fiscais, como Lei de Informática, Mover (sucessor do Rota 2030), e a Lei do Bem, que proporciona benefícios tributários para empresas que investem em atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Em suma, as leis de incentivo à inovação desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de uma sociedade moderna e próspera. Elas fornecem um ambiente favorável à pesquisa, desenvolvimento e implementação de ideias inovadoras, promovendo a competitividade econômica, o progresso tecnológico e o bem-estar social.
A Geração Distribuída (GD) surge como um divisor de águas quando o assunto é economia da conta de luz, trazendo muitas vantagens tanto para empresas quanto para os consumidores. Com a descentralização da produção de energia, a GD diminui os riscos associados a quedas de fornecimento e variações de preços.
Um outro benefício essencial a ser considerado é a economia financeira a longo prazo: ao instalar sistemas de energia solar ou outras formas de geração distribuída, as organizações podem reduzir significativamente seus gastos com eletricidade, bem como as perdas associadas ao transporte em longas distâncias. Além disso, por se tratar de fonte renovável, muitos governos, bancos e agências de fomento oferecem incentivos fiscais, financiamentos e linhas de crédito atrativas, o que torna o investimento em geração distribuída ainda mais interessante.
Um exemplo destas políticas é o Edital da FINEP, com apoio técnico do Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de $ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais) em recursos não reembolsáveis, que visa promover o adensamento de cadeias produtivas nacionais em segmentos como eólica, solar, hidrogênio, armazenamento de energia, dentre outros.
Quando todas essas vantagens são consideradas, torna-se claro que a implementação de projetos de GD não apenas otimiza os custos operacionais, mas também alinha os negócios com expectativas de um público cada vez mais consciente com as questões ambientais.
Para saber mais sobre como integrar essa inovação em seu modelo de negócio, entre em contato com o time de Energia do Simões Pires e descubra como a Geração Distribuída pode revolucionar sua abordagem energética.
Nossa participação no evento Comex Hoje foi excepcional. Encontramos empresas com soluções inovadoras que complementam nossas atividades, promovendo parcerias promissoras. Acreditamos que essa colaboração trará soluções simples e eficazes, impulsionadas pela tecnologia e focadas na competitividade da indústria nacional. Estamos animados para explorar essas oportunidades e continuar elevando o padrão de excelência em nosso setor. O evento foi inspirador e nos deixou confiantes em um futuro de sucesso conjunto.